Cultura se vive. Propósito se sente. E juntos, eles mudam o jogo.
- Luigi Pellicciotta

- 17 de abr. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 10 de dez. de 2025
Não importa se estamos falando de empresas, famílias ou até projetos pessoais — tudo que é feito com propósito carrega força. E tudo que se sustenta ao longo do tempo tem, em sua base, uma cultura viva. Mas atenção: propósito não se impõe, e cultura não se copia. Elas florescem quando são conectadas com aquilo que move as pessoas de verdade.
Essa é a provocação que me veio forte nos últimos dias. Não é sobre “amar o trabalho”. É sobre ter clareza do que te move na vida — e encontrar nesse trabalho um meio de viver isso. Quando essa equação acontece, o método importa menos. O produto importa menos. O que importa são as pessoas — e o quanto elas estão conectadas com algo maior.
Cultura sem propósito é só teatro.
Todo mundo quer uma “cultura forte”. Querem paredes coloridas, valores bem escritos, lideranças engajadas e pessoas felizes. Mas poucos param pra se perguntar: “Cultura pra quê?”
Cultura, sem um propósito claro, se torna encenação. E encenação não aguenta o peso dos desafios reais. O discurso não se sustenta. O clima não se sustenta. O time, muito menos.
Um time de Fórmula 1, por exemplo, começa todo ano do zero. Projeto novo, carro novo, concorrência nova. Mas o que permanece firme é o propósito — vencer juntos. E não importa se você é engenheiro, piloto, mecânico ou estrategista. Cada um tem uma motivação individual, mas todos se alinham em um objetivo comum. Isso é cultura viva: plural nos motivos, única na direção.
Na cultura japonesa, vemos isso todos os dias: um país que não é movido por slogans nem campanhas internas. Mas por um código silencioso, quase invisível, que une o coletivo em torno de um propósito maior. Cada gesto tem intenção. Cada decisão carrega uma crença. É isso que sustenta a cultura — não a forma, mas o sentido.
E aqui vai o ponto central: você está procurando no lugar certo?
Na última entrega que fizemos no Grupo Capital, cultura e propósito não estavam apenas nos slides. Eles estavam nas falas, nas decisões e no simbolismo. Estavam no reconhecimento dos novos sócios, no orgulho visível nos olhos de quem fez parte dessa jornada. Cultura não como estratégia de marketing. Mas como alicerce. Como identidade.
E isso me fez pensar: Será que você, como RH ou liderança, está buscando cultura e propósito no lugar certo? Será que não está tentando encontrar no processo, aquilo que só se revela na intenção?
Talvez o que falta não seja um novo projeto. Talvez falte só uma pausa. Um passo pra trás. Um olhar mais calmo, mais curioso, mais humano.
Porque às vezes, o que separa uma empresa comum de um lugar extraordinário não é orçamento, nem estrutura — é a coragem de viver com clareza o que se acredita.
Se você lidera pessoas, essa é a hora de olhar pra dentro. Se você está em RH, essa é a hora de se reconectar com o que realmente importa.
Cultura e propósito não precisam ser reinventados. Eles só precisam ser lembrados.



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